sexta-feira, 8 de abril de 2016

A inclusão de crianças com necessidades especiais na prática e a prática da inclusão

Depois de ler o artigo da Docente de Educação Especial Maria Gabriela Canastra, decidi partilha-lo convosco.
Espero que seja útil.


"A TEORIA

Na Declaração de Salamanca reconhece-se “a necessidade de atuar com o objetivo de conseguir “escolas para todos” – instituições que incluam todas as pessoas, aceitem as diferenças, apoiem as aprendizagem e respondam às necessidades individuais de cada pessoa com ou sem problemas” (UNESCO, 1994). Na mesma declaração é recomendado aos governos que atribuam prioridade ao aperfeiçoamento dos sistemas educacionais, de forma a incluir todas as crianças, independentemente das suas dificuldades. É também sublinhado que os governos devem encorajar e facilitar a participação dos pais e da comunidade no processo de planificação e tomada de decisão relativos a serviços para as necessidades educativas especiais e que se deve privilegiar a identificação e intervenção de alunos com problemáticas, tal como a formação inicial e contínua de professores relativamente à educação especial (Conferência Mundial de Educação Especial, 1994).
Todos os teóricos e profissionais de educação são unânimes em considerar que a educação inclusiva se baseia em alguns princípios: a) todos os alunos têm direito a uma educação inclusiva, sempre que possível nas escolas do ensino regular; b) as crianças com necessidades especiais (NEE) possuem competências, são capazes de realizar aprendizagens, as quais poderão ser úteis para a sua contribuição na sociedade em que se inserem; c) as crianças com NEE devem receber apoio especializado, de acordo com as suas necessidades e capacidades, quando dele necessitarem; d) tal como os outros colegas, as crianças com NEE devem desfrutar de todas as atividades proporcionadas pela escola regular, bem como lhes poderão ser proporcionados currículos diversificados. Quanto aos profissionais e técnicos, estes devem trabalhar em conjunto com os pais e a comunidade, inclui-los no mesmo processo educativo que as outras crianças. A inclusão chega à escola quando se assume que o respeito e a igualdade pelas diferenças devem ser tratados a “montante”, isto é, em que cada pessoa é reconhecida como única e insubstituível e não apenas como fruto de uma relação social.

A REALIDADE

A realidade é que a mudança das práticas educativas em prol dos alunos com necessidades específicas, não se realiza, apenas, através de discursos políticos, instrumentos legais ou reformas por decreto. Acontece que continuamos a ter nas escolas, professores (docentes) que trabalham, essencialmente, com os alunos médio-padrão (a tal homogeneidade); em que se ensinam a muitos como se fossem um só; com o conceito de aprendizagem como transmissão de conteúdos académicos; de escola como estrutura de reprodução, de um certo grupo social; em que as diferenças, especialmente as que decorrem da presença de culturas diversas ou de alunos “problemáticos” são difíceis de atender adequadamente e mesmo, por vezes, de aceitar.
O fato é que muitos destes profissionais, não se sentem preparados, não estão incentivados para melhorarem as suas práticas educativas; há um número excessivo de alunos em sala de aula; não há um ambiente adequado, quer em termos de recursos materiais e humanos para a recepção dos alunos.
Efetivamente para que haja inclusão, precisamos todos de entender o conceito de diversidade humana e de diferença. As diferenças, não são necessariamente algo de negativo, pelo contrário, significam que somos todos únicos e singulares. Quando à diferença se alia a uma condição de deficiência identificada geralmente com a atribuição de “pequenas” ou “grandes” diferenças”, percebe-se que estamos bem longe de adotar uma conceção e uma praxis inclusivas.
Estar incluído é um sentimento e uma prática mútua de pertença entre a escola e os alunos. Isto significa, que cada aluno deve sentir que pertence à escola e a escola deve sentir que é responsável por ele. A ideia central da educação inclusiva é que a escola não desista de ninguém.
A inclusão nas escolas não é tarefa fácil, é possível e necessária, sendo preciso a escola criar condições e adaptar-se para receber estes alunos. Independentemente de a escola ser pública ou privada, esta precisa de estar seriamente comprometida com todos, de forma a que qualquer educando que dela faça parte tenha condições de conhecer, aprender, viver e a ser cidadão, num ambiente “livre de preconceitos”.
A verdade é que se continua a ver na prática, do dia a dia, que muitos docentes continuam totalmente dependentes de apoio, dos profissionais, das áreas da saúde e da educação especial, sendo que as questões clínicas (as patologias) é que sobressaem em detrimento do pedagógico, percebemos que estamos perante uma prática muito diferente dos discursos vigentes. Ou seja, quando continua a existir docentes que teimam em considerar estes alunos como “deficientes” ou “alunos-problema” e consideram que o que eles precisam é de tratamento especializado, o que estamos é a promover, a sua segregação.
A minha experiência enquanto profissional de educação diz-me, que muitas das vezes, os professores se julgam incapazes de dar conta desta tarefa, porque consideram possuir pouca formação, para lidar com crianças especiais. A sua situação é agravada, quer pela falta de material adequado, quer pela inexistência de apoio administrativo e de recursos financeiros.
Continua a observer-se com frequência, que os significados construídos em torno dos discursos dos docentes assenta na falta de formação ou nos receios e frustração que sentem ao lidar com os alunos: “não sou capaz disso”, “não sei por onde começar”, “é preciso ter uma equipa técnica na escola”, “a direção não entende”, “vai prejudicar os outros alunos”, “não vou beneficiar o aluno com deficiência”, “”, “preciso de apoio na sala de aula”; “ficamos angustiados e sem ação perante este aluno”, “precisamos de pessoal qualificado que nos ajude a amenizar a angústia que temos ao trabalhar com eles”, “qual as metodologias mais rápidas, eficientes e adequadas ao nosso aluno?”, ” necessitamos de formação específica”, “não estamos preparados para atuar em todas as áreas”, “como ensinar uma criança deficiente? “, ” como realizar provas diferentes para os alunos especiais?”, que atitude tomar com a criança hiperativa se os outros alunos não aceitam o diferente? “…
Não é possível esquecer, que os “discursos são representações sociais de imagens construídas pela mente” e que às vezes, o uso de certas expressões verbais, muito difundidas e aparentemente inocentes, reforçam os “preconceitos”. E que aliado ao receio da mudança das sua práticas está, muitas vezes, o desconhecimento e a ignorância face a este tipo de alunos especiais. Muitos professores desconhecem quem é que são estes “sujeitos-aprendentes”, suas possibilidades, seus desejos, as suas dificuldades e os seus “sonhos”.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

A inclusão pessoal e social dos alunos com necessidades especiais exige o esforço de todos. Todos nós, temos a responsabilidade de sermos críticos e reflexivos sobre as nossas práticas, não por imposição, mas pela ética do nosso papel social.
Com efeito, a escola precisa de ser vista como um espaço ecológico e social, propicio à construção do conhecimento, da convivência democrática, constituindo-se num verdadeiro “caldo de culturas” (onde todos aprendem com todos). E, deste modo, os vários atores sociais, procurem construir comunidades acolhedoras (educativas) e sociedades integradoras, que visem a integração da componente das necessidades educativas especiais nos currículos de todos os professores, promovendo uma formação intermulticultural.
Ao conceito de diversidade e heterogeneidade temos de aliar conjuntamente o de qualidade, dando um valor acrescentado à diversidade e encarando-a como um conceito de exigência situada e contextualizada. Promover a inclusão, é criar serviços de qualidade e não democratizar as carências. Sem mais recursos humanos e materiais será muito difícil para as escolas que sejam capazes de responder satisfatoriamente a todas as solicitações.
Um dos grandes desafios que se colocam à escola de hoje, consiste em produzir formas contextualizadas de atuação capazes de responder às necessidades educativas de uma população, cada vez mais, heterogénea, construindo um contexto relacional que reconheça essa diferença e, ao mesmo tempo, potencie a convivialidade entre todas as culturas que interagem no espaço escolar.
A entrada das crianças e jovens com deficiência na escola regular e a necessidade de a escola alargar o seu âmbito de acção, implica a mobilização do trabalho de equipa através da interação dos vários agentes educativos (dentro e fora da escolar), a fim de se empreenderem outras formas de atuação e com eficácia tendo em vista o seu sucesso educativo. Os pais têm que ser envolvidos, mobilizados, bem como, os professores ou outros técnicos da comunidade escolar e local, no quadro de uma cultura de responsabilidade.
A construção de escolas inclusivas implica, a participação de todos no desenvolvimento de um Projeto Educativo, a valorização da diversidade, numa óptica de trabalho de parceria, a fim de se criarem condições para o desenvolvimento o sentido da “comunidade educativa”.

A educação inclusiva respeita o equilíbrio entre as necessidades académicas e sociais dos alunos e as suas necessidades educativas específicas, tendo em conta os problemas na sua aprendizagem, devido a condições físicas, cognitivas ou sócio-emocionais. Para tal, propõe-se uma série de alterações metodológicas e organizacionais no sentido de criar condições materiais e humanas, de alargar o currículo, de adaptar um ensino e uma aprendizagem interativos e de dar apoio ao corpo docente e aos pais, para fazer frente às necessidades dos alunos, a favor de um processo de aprendizagem bem sucedido."



quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ciclo de Conferências - Universidade de Coimbra

A partir do próximo dia 12 de Abril, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra apresenta o seu Ciclo de Conferências sob a temática "Livro, Leitura, Leitores Nos Debates Culturais – Séculos XIX E XX”.

Esta é uma iniciativa organizada pelo Grupo de Investigação Europeísmo, Atlanticidade e Mundialização (CEIS20) em que se propõe, segundo a organização "a reflexão e debate sobre a importância do livro e da leitura na educação do cidadão, nos séculos XIX e XX. Que livros se liam? Onde se liam? Quem lia? Importa, ainda, assinalar quais os principais editores, indicar as coleções e os principais colecionadores de livros. Que intercâmbio se operava entre os livreiros Portugal/França, Portugal/Espanha e Portugal/Brasil? Qual a geografia do livro na Europa?"

Consultar programa


Informações-Prova para as Provas de Aferição

Já se encontram publicadas e disponíveis as Informações - Prova para as Provas de Aferição, assim como a Matriz Nacional para a elaboração das Provas Finais de Ciclo.

Informações Prova

Matriz PFC 

Professores de Matemática colaboram na melhoria de Curriculum de Matemática

"O Ministério da Educação convidou a Associação de Professores de Matemática e a Sociedade Portuguesa de Matemática a cooperarem para, num grupo de trabalho coordenado pela Direção-Geral da Educação, ajudarem a resolver os problemas identificados pelas escolas no que diz respeito ao currículo da disciplina.

As duas organizações, que já tiveram a sua primeira reunião, trabalham no sentido de produzirem orientações de gestão dos documentos em vigor, com sugestões metodológicas e recomendações que possam melhorar o currículo da Matemática.

Nos últimos meses, têm sido reportadas ao Ministério da Educação muitas dificuldades na execução das novas Metas e Programas de Matemática, em particular no 1.º ciclo e no 10.º ano.

As escolas têm apontado, essencialmente, a falta de adequação de alguns conteúdos aos níveis de escolaridade previstos e a falta de tempo para o exercício e a consolidação dos conhecimentos.

O Ministério da Educação congratula-se com a disponibilidade das duas associações para a identificação de pontos de convergência neste trabalho conjunto em prol dos alunos.

O Ministério recorda que está em curso, também, um inquérito aos professores de todo o País sobre a adequação das orientações curriculares existentes em todas as disciplinas."

Fonte: Ministério da Educação








Aprovado Regulamento das Provas de Avaliação Externa e de Equivalência à Frequência do Ensino Básico

Educação - Gabinete do Secretário de Estado da Educação

O seguinte Regulamento estabelece as regras gerais a que deve obedecer a realização das provas de aferição, das provas finais do 3.º ciclo e das provas de equivalência à frequência dos três ciclos do ensino básico.

Despacho Normativo n.º 1-G/2016 - Diário da República n.º 67/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-04-06


Fernando Pessoa em BD

E que tal uma aventura no mundo de Fernando Pessoa?
Pois bem, o cartoonista português Miguel Moreira lançou~se à aventura e transformou o célebre escritor Fernando Pessoa numa figura de Banda Desenhada.
De nome "As Aventuras de Fernando Pessoa, Escritor Universal", esta é uma Banda Desenhada que retrata a vida do escritor desde o seu nascimento até a sua morte, passando por episódios marcantes da história nacional e das célebres obras de Pessoa.



quarta-feira, 6 de abril de 2016

Fichas sobre o Clima em Inglês

Partilho duas fichas sobre o clima e condições meteorológicas que usei para dar essa temática a Inglês do 1º Ciclo.



Relatório Anual de Atividades do Conselho Nacional de Educação

Aqui fica, para consulta, o relatório anual do Conselho Nacional de Educação com os seguintes pontos:

I – Introdução
II – Atividades Desenvolvidas
III – Estrutura Organizacional e Funcional
IV – Orçamento e Execução Financeira 
V – Balanço do Trabalho Realizado 
ANEXO – Programas de Seminários e Workshop



terça-feira, 5 de abril de 2016

Auditoria a todos os professores do país

"O Ministério da Educação lança um inquérito a todos os professores sobre os documentos curriculares. Pretende-se obter a opinião dos docentes sobre a adequação das orientações curriculares existentes."

Objetivos:
- avaliar a coerência entre os documentos curriculares das respetivas disciplinas, nomeadamente ao nível das finalidades e dos objetivos definidos;
- aferir o nível de adequação das conceções e práticas dos professores à filosofia e às finalidades subjacentes aos documentos curriculares em vigor;
- analisar o impacto dos documentos curriculares no desenvolvimento do currículo e na prática docente;
- avaliar a eficácia e o impacto dos documentos curriculares e da sua utilização nas escolas e no sucesso escolar dos alunos;
- produzir recomendações com vista a ajudar à tomada de decisão no que respeita à reformulação dos documentos curriculares.


"Neste contexto, o Ministério da Educação promove uma conferência, no próximo dia 30 de abril, subordinada ao tema «Currículo para o Século XXI: competências, conhecimentos e valores, numa escolaridade de 12 anos».

Esta iniciativa vai juntar painéis constituídos pelas Associações de Professores e os conferencistas Andreas Schleicher (OCDE), Daniel Innerarity e Guilherme d’Oliveira Martins."

Informação retirada do portal do Ministério da Educação


24º Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores

"Até 22 de abril, estão abertas as candidaturas para a 24ª edição do Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores.

O Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores é desenvolvido pela Fundação da Juventude desde 1992, tendo como objetivos promover os ideais da cooperação e do intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores e estimular o aparecimento de jovens talentos nas áreas da Ciência, Tecnologia, Investigação e Inovação.

De âmbito nacional, o Concurso pretende incentivar um espírito competitivo nos jovens, através da realização de projetos/trabalhos científicos inovadores.

Os projetos/trabalhos devem enquadrar-se numa das seguintes áreas de estudo: Biologia; Ciências da Terra; Ciências do Ambiente; Ciências Médicas; Ciências Sociais; Economia; Energia/Eficiência Energética; Engenharias; Física; Informática/Ciências da Computação; Matemática e Química."



CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR - Despacho normativo n.º 1-E/2016 (Programa Retomar)

O Programa Retomar foi criado pelo Despacho Normativo n.º 8 -A/2014 (2.ª série), de 17 de julho, assumindo -se como uma iniciativa de combate ao abandono escolar e conclusão de cursos superiores interrompidos dirigida a pessoas que, entre outros requisitos, devem estar em situação de desemprego e poder concluir o curso até aos 30 anos. O programa prevê a atribuição de uma bolsa de estudos anual de mil e duzentos euros independentemente da situação económica do agregado familiar. No entanto, apesar do elevado número potencial de beneficiários estimado pelo Ministro da Educação e Ciência à data do lançamento do programa, que referiu a possibilidade de atribuição de bolsas a até 3000 estudantes por ano, o impacto da iniciativa foi reduzido. 



Experimenta ser bom aluno - Workshop

A Câmara Municipal de Braga em parceria com o Teatro Universitário do Minho irá desenvolver uma iniciativa de carácter formativo, no âmbito da Braga Capital Ibero Americana da Juventude, intitulada "Experimenta a ser bom aluno".

O município pretende com esta iniciativa orientar os alunos na descoberta das suas capacidades, "perante as várias componentes do seu processo de aprendizagem, munindo-os de estratégias e competências que lhes permitam realizar o percurso escolar de forma mais eficaz e de acordo com os seus objectivos."

O Workshop a realizar no GNRation, pelas 14h30m do dia 16 de Abril, será orientado pelo autor e Master em Neurolinguística João Negreiros.

"Os formandos irão aprender a controlar o seu estudo, as suas emoções e as suas escolhas, tornando-se capazes de ultrapassar dificuldades relacionadas com questões tão diversas como a concentração (dentro e fora da sala de aula), a motivação, a organização, a gestão do tempo, a escolha de métodos de trabalho e estudo eficazes, a autoconfiança para expressarem a sua opinião (na aula ou fora dela), a capacidade comunicativa, a gestão de conflitos (entre pares e outros), ou o desenvolvimento de raciocínio crítico.", segundo o município de Braga.
As inscrições serão gratuitas e obrigatórias, sendo a data limite para as mesmas o dia 14 de Abril, e deverão ser feitas através do e-mail: juventude@cm-braga.pt



"E se fosse eu? Fazer a mochila e partir." - Atividade

A Direção Geral de Educação associou-se à plataforma de apoio aos refugiados com o tema "E se fosse eu? Fazer a mochila e partir", com o objetivo de sensibilizar as crianças e jovens para os problemas e dificuldades dos refugiados.
A atividade proposta é que cada criança prepare uma mochila com o que levaria em caso de necessitar de deixar o país num contexto de guerra.
Este é um projeto em parceria com a D.G. Educação, a plataforma de Apoio aos Refugiados, o Alto Comissário para as Migrações e o Conselho Nacional de Juventude.

Apesar de achar a iniciativa um pouco forte para crianças do 1º ciclo, não deixa de fazer sentido, visto que muitas crianças precisam entender as dificuldades de outras crianças e entenderem que em outra parte do planeta (aqui tão perto) existem crianças vitimas de situações que ninguém deveria ter que viver.

Esta atividade está a ser desenvolvida por algumas escolas, que após as crianças preparem a mochila em casa, na escola refletem sobre os objetos que cada um levou e considerou importantes.






segunda-feira, 4 de abril de 2016

EDUCAÇÃO Decreto-Lei n.º 17/2016 de 4 de abril

O presente decreto -lei procede à terceira alteração ao Decreto -Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, alterado pelos Decretos -Leis n.os 91/2013, de 10 de julho, e 176/2014, de 12 de dezembro, que estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão dos currículos dos ensinos básico e secundário, da avaliação dos conhecimentos a adquirir e das capacidades a desenvolver pelos alunos e do processo de desenvolvimento do currículo dos ensinos básico e secundário.




E começou o 3º Período 2015/2017

Está oficialmente aberto o 3º Período, o último deste ano letivo.
Resumidamente este foi um ano marcado por algumas mudanças tanto a nível de educação como politico e económico.
Como muitos já verificaram, ainda existem escolas sem professores para algumas disciplinas, e este é mesmo o último período!
Também é verificável que são várias as escolas e crianças que estão sem Atividades de Enriquecimento Curricular e mesmo escolas sem docentes para o grupo 120 (Inglês 1º Ciclo). A isto se deve, em parte, à falta de docentes qualificados para o grupo, pelo que do meu ponto de vista deveriam abrir este grupo para pessoas já com experiência em Inglês de AEC's, para combater a falta dos mesmos e não deixar crianças sem uma disciplina já obrigatória no 1º Ciclo.

Mas, estamos a falar do 3º Período... Sim, estamos a falar do 3º Período e existem muitos casos dos acima referidos.

Relativamente ao novo período de aulas, esta é a hipótese de muitos mostrarem o que valem, e agarrarem com força este cerca de 2 meses...

A todos os colegas, Bom Trabalho!
A todos os alunos... agarrem com força e entusiasmo a última fase do ano escolar, pois as férias de verão estão quase aí e vocês nem irão dar conta o quão rápido irá passar o 3º Período!





domingo, 3 de abril de 2016

Síndrome de Asperger - Guia para Professores

Para quem se interesse pelo assunto ou tenha alunos com o Síndrome de Asperger, aqui fica um Guia para Professores.

"Todos os indivíduos a quem foi diagnosticada a Síndrome de Asperger (S.A.), partilham um conjunto de dificuldades fundamentais, apesar de todos eles serem muito diferentes entre si. Neste guia, descrevemos a natureza destas incapacidades fundamentais, explicamos como estas podem criar problemas na escola e apresentamos sugestões práticas para lidar com elas.

A primeira parte deste guia, dá uma visão geral da S.A. e destaca as três áreas de incapacidades básicas. Nesta secção, comentamos também brevemente as respostas educativas para alunos com esta Síndrome. O resto do guia, divide-se em seis capítulos, três deles correspondendo às incapacidades básicas referidas e os restantes dedicam-se a amplas áreas de dificuldade, sentidas com frequência e presentes na escola."

Fonte: Crianças a torto e a direitos.

Link para Guia 



Só se aprende de cabeça na Lua! - Artigo de Eduardo Sá

Já se encontra disponível o artigo semanal de Eduardo de Sá.
Desta vez com o título "Só se aprende de cabeça na Lua".
Este artigo aborda assuntos como:
- a relação da crianças na Escola;
- a preparação da escola para receber crianças que colocam em primeiro lugar a bondade, a sabedoria e o sentido de justiça de um professor;
- a percepção dos pais para as regras e autonomia das crianças;
- e quais as qualidades com que estas crianças deveriam sair da escola.

Ler artigo completo


sábado, 2 de abril de 2016

A Educação Permanente em tempo de mudança: Saber para transformar

Dia 29 e 30 de Abril irá realizar-se o Encontro Nacional de Educação Permanente, no Pavilhão do Conhecimento (Parque das Nações - Lisboa), com a temática "Saber para transformar".
Este é um encontro organizado pela Associação Portuguesa para a Cultura e Educação Permanente (APCEP), em parceria com o Centro de Formação de Escolas António Sérgio.

Para este encontro foi pedido a sua acreditação para efeitos de progressão na carreira (0,6 créditos) para Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico e Secundário e os Professores e Educação Especial.

O valor da inscrição no encontro é de 5€ para Associados da APCEP e de 10€ para Não Associados, estando abertas até ao dia 15 de Abril.

Inscrição



Educação Estética e Artística - Boletim

Já se encontra disponível para consulta o Boletim informativo da Equipa de Educação Artística.

Neste número destaque para o novo subprograma do PEEA e para a bordagem feita relativamente à distinção entre Educação Artística e Ensino Artístico.

VER BOLETIM


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Universidade de Coimbra lança nova edição de "Os Lusíadas"

O Colégio das Artes da Universidade de Coimbra lanço ontem, dia 31 de Março, a nova edição de "Os Lusíadas".
Esta edição, com a coordenação de António Olaio e Rita Marnoto mantém a grafia das primeiras edições da obra de Camões.
Com o design da FBA o livro é publicado pela Almedina com um tratamento apenas gráfico e tipográfico sem a inclusão de qualquer ilustração.


Estudo "Organização Escolar: As Turmas"

"O Conselho Nacional de Educação lança publicação: Organização Escolar: As Turmas, a primeira de uma série de estudos temáticos sobre o sistema de ensino. Esta série de estudos pretende contribuir para um melhor conhecimento dos desafios da Educação e para a qualificação das políticas públicas de educação. Os três primeiros estudos serão dedicados à organização escolar, começando pelas turmas, seguindo-se o tempo escolar e os agrupamentos de escolas.

O presente estudo está estruturado da seguinte forma: evolução legislativa, reflexão produzida pelo CNE, contexto internacional, análise da situação atual e formulação de novos cenários, concluindo com uma revisão da literatura sobre a temática."

Fonte: Conselho Nacional de Educação



EVENTO: O Ensino/Formação e os Serious Games

A Citeforma - Lisboa irá realizar no próximo dia 7 de Abril no seu auditório,  mais um Seminário designado “O Ensino/Formação e os Serious Games”.

Para os interessados a inscrição e participação é gratuíta.

INSCRIÇÃO



Programa:

09:00 - Receção dos participantes

09:15 - Abertura

Agostinho Castanheira – Diretor do Citeforma

João Lourenço – CNQF / IEFP

Vitor Santos – Coordenador do Seminário - Citeforma / NOVA IMS

09:30 - Enquadramento da Temática

Jogos mais ou menos Sérios - Rui Prada - IST

Jogos na Formação e Ensino - José Bidarra – UAberta

Moderador: João Lourenço – CNQF / IEFP

10:30 - Serious Games no Ensino/Formação

Jogos e o saber pensar – Pedro Rego - Federação Portuguesa de Xadrez

Jogos e o saber fazer (eg: simuladores na gestão) - António Valente de Andrade - UCP

Jogos para treino de competências sociais - (ex: bullying) - Ana Paula Cláudio - FCUL

Jogos e a avaliação – Ex da matemática- Pedro A. Santos – IST

Moderador: João Barroso - UTAD - UTAD / INESC

11:55 - Pausa para Café

11:15 - Serious Games na acessibilidade e combate à infoexclusão

Serious Games ao serviço da Acessibilidade - João Barroso - UTAD

Social Tech Booster- Tiago Cardoso – FCT- Universidade Nova

Moderador: Vitor Santos - Citeforma / NOVA IMS

13h00 - Encerramento


Seminário "Aprendizagem, TIC e redes digitais"

Irá realizar-se no próximo dia 6 de Abril. no auditório do Conselho Nacional de Educação, o Seminário "Aprendizagem, TIC e redes digitais".

Neste seminário será apresentada uma perspetiva histórica das TIC em Educação assim como uma refleção sobre a situação atual das mesmas e os seus desafios para o futuro.


PROGRAMA


Revista D&F - Dirigir Formar - Download PDF

Aqui fica a edição da revista D&F dedicada a gestores e formadores.
Separata dedicada à delegação de competências.

Download Revista
Download Separata


Redução de alunos por turma? Sim, mas só para alguns!

Foi anteriormente anunciado que o número de alunos por turma iria diminuir, o que seria ótimo tanto para os alunos melhorarem os seus resultados como para aumentar o número de professores.
Entretanto, uma nova notícia é anunciada: a redução de alunos por turma é apenas para algumas escolas, as escolas identificadas como Territórios Educativos de Intervenção Prioritária.
Esta notícia tem gerado algum desagrado por parte da direção de algumas escolas assim como por alguns pais que referem a injustiça, afirmando que assim não é permitido que os bons alunos obtenham melhores resultados!